Por que a perda auditiva será um dos maiores desafios de saúde mundial até 2050?
A audição é um sentidos essencial para o convívio humano — ela nos conecta a às pessoas, conversas, músicas, ambiente e experiências. No entanto, o mundo enfrenta um aumento preocupante na prevalência da perda auditiva, que caminha para se tornar um dos maiores desafios de saúde pública nas próximas décadas.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 2,5 bilhões de pessoas poderão viver com algum grau de perda auditiva até 2050, o que equivale a 1 em cada 4 pessoas no planeta. Deste total, mais de 700 milhões precisarão de cuidados auditivos e serviços de reabilitação, incluindo o uso de aparelhos auditivos e acompanhamento especializado.
Mas o que está impulsionando esse crescimento? E o que podemos aprender com esses números para agir agora?
Fatores que impulsionam o aumento da perda auditiva
A projeção da OMS não surge do nada, ela reflete tendências demográficas, comportamentais e de saúde pública que, se não forem enfrentadas com prevenção e atenção, continuarão elevando o número de pessoas afetadas.
1. Envelhecimento da população mundial
Ao passo que a expectativa de vida aumenta globalmente, cresce também a prevalência de presbiacusia, a perda auditiva relacionada ao envelhecimento natural. Esse tipo de perda ocorre gradualmente, com sinais sutilmente percebíveis que tende a afetar mais intensamente pessoas com mais de 60 anos. O envelhecimento populacional é, portanto, um dos principais motores do crescimento absoluto de casos de perda auditiva até 2050.
2. Exposição a ruídos e hábitos de vida modernos
Estilo de vida, trabalho e lazer também fazem parte do problema. A exposição frequente e prolongada a sons intensos — como música alta com fones, ambientes ruidosos e situações de entretenimento barulhentas — contribui para o desgaste das células sensoriais do ouvido interno. Esse tipo de perda auditiva induzida por ruído, na maior parte dos casos é evitável com cuidados simples, como redução do tempo à exposição, redução dos volumes, protetores auriculares, entre outras atitudes simples adotadas no dia-a-dia.
3. Falta de cultura preventiva e acessibilidade a serviços
Embora muitos casos de perda auditiva sejam evitáveis ou minimizáveis, a falta de conscientização sobre hábitos saudáveis de escuta, a ausência de check-ups auditivos regulares e o acesso limitado a serviços especializados ampliam o problema. A OMS destaca que grande parte da perda auditiva (associada a infecções crônicas ou condições evitáveis) podem ser reduzidas com medidas de saúde pública, triagem e intervenções precoces.
Por que a detecção e a reabilitação precoce importam, e onde os aparelhos auditivos entram
Com o número projetado do crescimento de pessoas afetadas pela perda auditiva, a detecção precoce se torna um pilar fundamental de saúde pública e individual.
- Identificação antecipada permite que a perda auditiva seja reconhecida antes que comprometa profundamente a comunicação, a vida profissional e as relações sociais.
- Intervenções precoces, como terapias, adaptações de hábitos sonoros e o uso de aparelhos auditivos personalizados, reduzem significativamente os impactos negativos da perda auditiva e facilitam a adesão ao tratamento.
- A reabilitação auditiva, incluindo uso de aparelhos auditivos avançados, devolve qualidade de vida, oferecendo maior clareza de som, comunicação efetiva e inclusão social.
Para a Audibel, isso significa reforçar uma mensagem essencial: cuidar da audição hoje é investir em sua qualidade de vida amanhã. Os aparelhos auditivos, quando recomendados e acompanhados por profissionais especializados, são parte dessa jornada, não apenas para recuperar sons, mas para manter relações, trabalho, autoestima e bem-estar.
Ouvir bem é viver bem.
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Referência: Organização Mundial da Saúde
Autora: Fga. Jennifer Alves Sousa | Revisão: Fga. Amanda Giorgetto
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