26 dez 2025

Por que a perda auditiva será um dos maiores desafios de saúde mundial até 2050?

Fatores que impulsionam o aumento da perda auditiva

A projeção da OMS não surge do nada, ela reflete tendências demográficas, comportamentais e de saúde pública que, se não forem enfrentadas com prevenção e atenção, continuarão elevando o número de pessoas afetadas.

1. Envelhecimento da população mundial

Ao passo que a expectativa de vida aumenta globalmente, cresce também a prevalência de presbiacusia, a perda auditiva relacionada ao envelhecimento natural. Esse tipo de perda ocorre gradualmente, com sinais sutilmente percebíveis que tende a afetar mais intensamente pessoas com mais de 60 anos. O envelhecimento populacional é, portanto, um dos principais motores do crescimento absoluto de casos de perda auditiva até 2050.

2. Exposição a ruídos e hábitos de vida modernos

Estilo de vida, trabalho e lazer também fazem parte do problema. A exposição frequente e prolongada a sons intensos — como música alta com fones, ambientes ruidosos e situações de entretenimento barulhentas — contribui para o desgaste das células sensoriais do ouvido interno. Esse tipo de perda auditiva induzida por ruído, na maior parte dos casos é evitável com cuidados simples, como redução do tempo à exposição, redução dos volumes, protetores auriculares, entre outras atitudes simples adotadas no dia-a-dia.

3. Falta de cultura preventiva e acessibilidade a serviços

Embora muitos casos de perda auditiva sejam evitáveis ou minimizáveis, a falta de conscientização sobre hábitos saudáveis de escuta, a ausência de check-ups auditivos regulares e o acesso limitado a serviços especializados ampliam o problema. A OMS destaca que grande parte da perda auditiva (associada a infecções crônicas ou condições evitáveis) podem ser reduzidas com medidas de saúde pública, triagem e intervenções precoces.

Por que a detecção e a reabilitação precoce importam, e onde os aparelhos auditivos entram

Com o número projetado do crescimento de pessoas afetadas pela perda auditiva, a detecção precoce se torna um pilar fundamental de saúde pública e individual.

  • Identificação antecipada permite que a perda auditiva seja reconhecida antes que comprometa profundamente a comunicação, a vida profissional e as relações sociais.
  • Intervenções precoces, como terapias, adaptações de hábitos sonoros e o uso de aparelhos auditivos personalizados, reduzem significativamente os impactos negativos da perda auditiva e facilitam a adesão ao tratamento.
  • A reabilitação auditiva, incluindo uso de aparelhos auditivos avançados, devolve qualidade de vida, oferecendo maior clareza de som, comunicação efetiva e inclusão social.

Para a Audibel, isso significa reforçar uma mensagem essencial: cuidar da audição hoje é investir em sua qualidade de vida amanhã. Os aparelhos auditivos, quando recomendados e acompanhados por profissionais especializados, são parte dessa jornada, não apenas para recuperar sons, mas para manter relações, trabalho, autoestima e bem-estar.

Ouvir bem é viver bem.

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Referência: Organização Mundial da Saúde

Autora: Fga. Jennifer Alves Sousa | Revisão: Fga. Amanda Giorgetto

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